A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, em 27 de agosto de 2026, 37 produtos da marca Bunny e determinou a apreensão dos itens. Segundo a publicação oficial, os cosméticos eram vendidos pela internet e não possuíam regularização sanitária junto à Agência. A mesma medida alcançou a cola Premium Eleite Glue HS-16. Para quem comprou ou ainda encontra algum desses produtos em uma loja virtual, a recomendação central é não usar, não revender e guardar os registros da compra.

O que a decisão da Anvisa determina
A medida não é apenas um alerta sobre a marca ou uma sugestão para que o consumidor tenha cautela. A publicação informa que a resolução prevê apreensão e proíbe a fabricação, a distribuição, a venda, a divulgação e o uso dos produtos listados. Essas são as determinações atribuídas à autoridade sanitária na notícia oficial. O motivo divulgado é a ausência de regularização sanitária dos itens junto à Anvisa.
Isso também explica por que anúncios antigos, vídeos de divulgação e páginas de marketplace não devem ser tratados como prova de que a venda continua autorizada. Uma oferta pode permanecer visível por algum tempo mesmo depois de uma medida de fiscalização. O consumidor não deve concluir, pela existência de um anúncio, que o item está liberado ou que a composição e a procedência foram avaliadas pela Agência.
Quais produtos aparecem na lista
A relação publicada inclui itens de diferentes famílias da Bunny. Entre eles estão The Bunny Club Body Polish e Body Splash, além de Shower Gel. Também aparecem Bunny Body Butter em várias fragrâncias, Body Splash de Strawberry, Vanilla, Green Apple e Fig & Honey, Body Polish e Body Scrub, inclusive versões Vanilla Cherry, Blue Dream Cream e Strawberry Cream.
A lista também reúne produtos de perfumação de ambientes e de uso associado ao sono, como Diffuser, Homespray, Pillow Mist, Ginger Vanilla Sleep Mist e Lavender Vanilla Day Mist. Hand Soap e outros Shower Gel completam a relação divulgada. Como nomes, fragrâncias e apresentações podem ser confundidos em anúncios, vale comparar o rótulo e a embalagem com a lista nominal da Anvisa, em vez de procurar apenas pela palavra Bunny.
Além dos 37 produtos da marca, a decisão cita a Premium Eleite Glue HS-16. Ela não deve ser tratada como cosmético regularizado só por aparecer em uma loja de produtos de beleza ou por ser usada em procedimentos. A inclusão na medida é a informação oficial relevante para quem tem esse item em casa ou no estoque.

Comprei um produto: quais passos tomar
O primeiro passo é interromper o uso dos itens atingidos. Não é necessário abrir a embalagem para confirmar a suspeita: se o nome e a apresentação coincidirem com a relação oficial, mantenha o produto separado. Evite também presentear, doar, revender ou publicar uma nova oferta. A proibição descrita pela Anvisa inclui o uso e a comercialização, e repassar o produto não resolve o problema de origem.
Em seguida, reúna as informações que podem ser úteis: nota fiscal ou comprovante do pedido, nome do vendedor, endereço da página, data da compra, fotos da frente e do verso da embalagem, lote, validade e qualquer conversa com a loja. Faça capturas da oferta se ela ainda estiver online. Esses registros ajudam em uma solicitação de devolução e podem ser importantes se houver investigação da origem da venda.
Procure o canal de atendimento da loja ou do marketplace para informar a medida sanitária e pedir orientação sobre devolução ou reembolso. A resposta comercial depende da relação de consumo e das regras aplicáveis ao caso, por isso não é correto prometer um procedimento único para todos. Se o vendedor não responder, o consumidor pode buscar os canais oficiais de defesa do consumidor e a vigilância sanitária local.
Como agir se houve irritação ou outro evento
Se aparecer ardor, vermelhidão, coceira, inchaço ou outro sintoma depois do uso, não tente compensar a reação com outro cosmético. Interrompa o produto e procure orientação de um profissional de saúde, especialmente quando os sinais forem intensos, persistentes ou acompanhados de dificuldade para respirar, inchaço importante ou mal-estar. A gravidade não pode ser avaliada com segurança por uma publicação na internet.
Guarde o produto e a embalagem, desde que isso possa ser feito sem novo contato desnecessário, e fotografe o estado da pele ou da área afetada. O lote, o modo de uso impresso e o comprovante de compra são informações diferentes e complementares. Um relato bem documentado ajuda o serviço de saúde e também pode apoiar uma notificação de evento adverso ou uma queixa técnica nos canais sanitários adequados.
Como conferir a regularização antes da compra
A consulta prévia é uma etapa útil, sobretudo quando a oferta vem de rede social, importador desconhecido ou marketplace. No sistema de consulta da Anvisa, procure o produto e confira se o nome, a empresa, a apresentação e a situação exibida correspondem ao rótulo. Não basta encontrar uma marca parecida: divergências de nome, fabricante ou categoria merecem atenção.
Também examine a embalagem antes de abrir. Procure identificação do responsável, lote, validade, conteúdo, modo de uso, advertências e informações de origem exigidas para o tipo de produto. Uma embalagem bem-feita não comprova regularização, assim como uma oferta com muitas avaliações não substitui a verificação sanitária. O preço baixo pode ser um sinal para investigar, mas não é prova isolada de irregularidade.
O artigo do CosméticosBR sobre como consultar se um cosmético está regularizado na Anvisa detalha a conferência antes do pagamento. Em qualquer consulta, considere a data da pesquisa: registros, anúncios e medidas de fiscalização podem mudar.
O que ainda não dá para concluir
A notícia da Anvisa sustenta a ausência de regularização sanitária dos itens listados e as proibições descritas. Ela não autoriza concluir, sem análise específica, que todo produto associado à marca tenha a mesma composição, que todos os consumidores terão uma reação ou que um sintoma foi causado por um item determinado. Também não é possível usar a existência de um anúncio para confirmar estoque, procedência ou segurança.
Da mesma forma, a medida não deve ser transformada em diagnóstico sobre ingredientes ou em avaliação de desempenho. O ponto prático é regulatório: os produtos citados estão sob a determinação publicada e não devem ser fabricados, distribuídos, vendidos, divulgados ou usados conforme a informação oficial. Para dúvidas individuais, a embalagem, o comprovante e a orientação profissional são mais úteis do que especulações em redes sociais.
Perguntas frequentes
Quais produtos da Bunny foram proibidos pela Anvisa?
A lista divulgada pela Anvisa reúne 37 produtos da marca Bunny, entre body splash, body polish, shower gel, body butter, body scrub, pillow mist, sleep mist, hand soap, diffuser e homespray, além da cola Premium Eleite Glue HS-16. A relação completa deve ser consultada na publicação oficial e na Resolução 3.347/2026.
Posso continuar usando um produto Bunny que está na lista?
Não. A medida publicada pela Anvisa proíbe também o uso dos itens atingidos. A orientação mais segura é separar o produto, não repassá-lo a outra pessoa e acompanhar as instruções das autoridades e do fornecedor sobre devolução ou descarte.
Como conferir se um cosmético está regularizado antes de comprar?
Use a consulta de produtos da Anvisa, confira fabricante, nome, apresentação e situação exibida no sistema e compare essas informações com o rótulo. A consulta reduz o risco, mas não substitui a leitura da embalagem, da origem da oferta e das condições de compra.
O que fazer se eu tive uma reação ao usar o produto?
Interrompa o uso e procure atendimento de saúde se houver sintomas importantes, persistentes ou sinais de gravidade. Guarde embalagem, lote, comprovante e fotos do produto. Esses registros ajudam a relatar o caso à vigilância sanitária e a buscar orientação adequada.
Atualização: este texto considera a publicação da Anvisa de 27 de agosto de 2026. Consulte a fonte oficial para acompanhar eventuais orientações posteriores.


