10 de March de 2016 Campanhas

Dia da Mulher gera ações para a sua valorização


Na semana do Dia das Mulheres (dia 8), algumas empresas divulgam suas ações em prol da mulher, seja promovendo o seu empoderamento, a liberdade feminina ou a sua valorização e reconhecimento no mercado científico. Com o mercado de cosméticos em queda, a valorização sócio-econômica das consumidoras nesta ocasião, aponta ainda para a equidade profissional de gêneros e o orgulho de ser mulher, independente de gênero.

A Unilever por exemplo, adotou globalmente uma estratégia de diversidade e desenvolveu internamente mecanismos que proporcionam um ambiente inclusivo, no qual mulheres e homens possam desenvolver o seu potencial. Além das iniciativas internas que estimulam a ascensão das mulheres dentro da organização, a empresa também fomenta o tema externamente, seja através de parcerias institucionais - como o apoio à campanha #HeforShe e a participação na Associação Movimento Mulher 360 -, como por meio de suas marcas, com ações como Programa Ciclo Brilhante e Dove Projeto pela Aautoestima, entre outras.

"Entendemos que esse é um tema-chave para toda a sociedade e que podemos contribuir positivamente para fomentá-lo em diferentes esferas", disse Fernando Fernandez, presidente da Unilever no Brasil. "Estimulamos a diversidade para nos tornamos mais criativos e inovadores, para reconhecermos nossos talentos e entendermos cada vez melhor nossa base diversa de consumidores", afirma Fernandez.

Uma em cada três mulheres sofre violência de algum homem ao longo da vida. Entre as 500 maiores empresas do mundo, menos de 5% possuem CEOs mulheres. Dados como estes levaram a ONU Mulheres e o portal PapodeHomem, com viabilização do Grupo Boticário, a realizar uma pesquisa nacional para entender como os homens podem participar do diálogo pela igualdade de gênero. Lançado no dia 1º de março, o levantamento quer identificar também como as mulheres percebem o papel dos homens na sua vida e na sociedade hoje, apontando as principais tensões culturais que geram sofrimento e desigualdade entre os gêneros.

A pesquisa começou com uma etapa qualitativa, que já passou por Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, em busca de histórias inspiradoras – e também aprofundando o tema com especialistas e pessoas comuns. A segunda etapa, lançada agora, é quantitativa, de âmbito nacional. O resultado da pesquisa quantitativa e as entrevistas farão parte de um documentário sobre o tema, que será divulgado mundialmente ainda este ano.

O trabalho faz parte do movimento global ElesPorElas (HeForShe), lançada pela ONU Mulheres em 2014 através de um vídeo com a atriz Emma Watson. Uma das propostas centrais é investigar como se formam, se sustentam e de que modo é possível enfrentar os estereótipos masculinos nocivos, que perpetuam a desigualdade de gênero.

One in three women suffer violence of some man throughout life. Among the 500 largest companies in the world, less than 5% have women CEOs. Data such as these have led to UN Women and the PapodeHomem portal with feasibility of  Boticario Group, to conduct a national survey to understand how men can participate in the gender equality dialogue. Launched on 1 March, the survey also want to identify how women perceive the role of men in their lives and in society today, pointing out the main cultural tensions that generate suffering and inequality between genders.

The research began with a qualitative step that has passed through Recife, Rio de Janeiro and São Paulo, looking for inspiring stories - and also deepening the subject with experts and ordinary people. The second stage, now launched, is quantitative, nationwide. The result of quantitative research and the interviews will be part of a documentary on the subject, which will be released worldwide later this year.

The work is part of the global movement HeForShe, launched by UN Women in 2014 through a video with actress Emma Watson. One of the main proposals is to investigate how they form, are supported and how it is possible to confront the malign male stereotypes that perpetuate gender inequality.

A Natura assinou essa semana, no Dia Internacional das Mulheres, sua adesão aos Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPs, na sigla em inglês), promovidos pela Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres) e pelo Pacto Global das Nações Unidas. Na prática esta adesão significa que a empresa reforça o seu compromisso com a equidade de gêneros. A empresa já possui uma estratégia corporativa para o tema, com a meta pública de ter 50% dos cargos de liderança (diretoria e acima) ocupados por mulheres até 2020. O índice atual está em 32% no Brasil e em 27% considerando todas as operações da marca Natura.

Para garantir que o percentual seja alcançado, os processos de seleção e promoção foram revistos de modo que toda seleção para cargos de liderança sempre tenha ao menos uma mulher entre os candidatos finalistas. A equidade salarial entre gêneros também é uma meta assumida pela empresa.

"Na Natura, estabelecemos compromissos públicos para o empoderamento feminino, chancelados pela alta liderança da empresa. Isso é fundamental para que a cultura corporativa avance no tema e assegure que as políticas da empresa sejam sensíveis às questões de gênero", diz Fatima Rossetto, diretora de desenvolvimento e educação da companhia.

L’Oréal Paris acredita que ser mulher é algo que transcende o corpo e, por isso, neste Dia Internacional da Mulher, dá voz à luta pela liberdade feminina em todas as suas expressões através da história de Valentina Sampaio, uma mulher transgênera, foco do filme, que a mostra se preparando para a foto que finalmente documentará seu orgulho de ser mulher: a do seu novo RG.

"Queremos levar esta mensagem de orgulho feminino por toda a parte, mostrando que a identidade da mulher não tem a ver só com gênero", explica Viviane Pepe, Diretora de Criação da agência WMcCann, que criou o filme.

A empresa promove ainda a 11ª edição do Prêmio L’Oréal-UNESCO-ABC Para Mulheres na Ciência, realizado pela L’Oréal Brasil, em parceria com a UNESCO no Brasil e com a Academia Brasileira de Ciências (ABC), para a valorização e reconhecimento da participação das mulheres no mercado científico.

O Prêmio acontece desde 2006, e já contemplou diversas linhas de pesquisa, nas categorias de Ciências Biomédicas, Biológicas e da Saúde; Ciências Físicas; Ciências Matemáticas; e Ciências Químicas e beneficiando 68 cientistas brasileiras, com o reconhecimento da relevância deseus trabalhos e a distribuição de aproximadamente R$ 3.5 milhões em bolsas-auxílio. Em 2015, mais de 400 pesquisas de todo o país foram inscritas.

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