18 de July de 2018 Responsabilidade Social

Projeto Carbono Circular da Natura remunera pela conservação da Amazônia


Reconhecida por suas práticas ambientais, a Natura dá mais um passo para conter o desmatamento da floresta amazônica, engajando os produtores familiares da região na preservação da natureza.

O projeto, batizado Carbono Circular, vai remunerar anualmente as comunidades e famílias de pequenos agricultores não somente pelos insumos adquiridos e repartição de benefícios pelo acesso ao conhecimento tradicional e patrimônio genético que já faz, mas também pela conservação ambiental.

Iniciado em 2001, em parceria com a Cooperativa de Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado (Reca), que abrange produtores rurais de Porto Velho, Rondônia, e regiões de entorno, no Acre e Amazonas o projeto deverá estreitar o relacionamento com essas comunidades e mostrar que é possível manter atividades produtivas, mantendo a floresta em pé.

Dessa forma, quanto menor o desmatamento registrado na área, maior o retorno financeiro dos produtores pelos serviços ambientais. Inicialmente, o Carbono Circular envolve os produtores da Reca que fornecem ativos para a linha Ekos, que estão numa das regiões que mais sofrem pressão da pecuária e exploração madeireira. Em 2013, a área se tornou piloto para o modelo atual de remuneração, numa parceria com o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam). De 2013 a 2016, a taxa de desmatamento do entorno foi de 1,9% ao ano, ao passo que nas 126 propriedades participantes do Carbono Circular, foi de 0,93%, ou seja, conservação equivalente a 190 campos de futebol no período e não emissão de 104 mil toneladas de gás carbônico na atmosfera.

A Natura pagou, ano passado, pela compensação ambiental nesse período o equivalente à compra de insumos: R$ 2 milhões (os pagamentos são feitos às famílias e para um fundo da cooperativa, após auditoria independente que checa a contrapartida na conservação da floresta).

A partir de 2018 – e pelos próximos 20 anos – o monitoramento das áreas e os pagamentos às comunidades passará ser feito anualmente. A meta, nesse prazo, é reduzir a zero o desmatamento na Reca e influenciar outras regiões a adotarem o modelo.

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