13 de August de 2020 Destaque da Home

Indústria brasileira de beleza e cuidados pessoais fecha semestre no azul e se mantém confiante na recuperação


Abihpec - Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, anunciou hoje que o setor de HPPC apresentou alta de 0,8% em faturamento (vendas ex-factory) no primeiro semestre de 2020, quando comparado com o mesmo período de 2019, de acordo com o seu Painel de Dados, que inclui um Simulador de Mercado.

O destaque fica para o mês de junho que registrou alta de 4,9% em valor de vendas (ex-factory). Grande parte deste crescimento foi puxado pelo segmento de Tissue e por produtos utilizados durante a pandemia, como álcool em gel, sabonetes (líquido e em barra), papel higiênico, lenços de papel descartáveis e toalhas de papel multiuso. Estes produtos juntos, tiveram um crescimento de 12,8% em junho e de 19,7% no acumulado do primeiro semestre de 2020, em comparação ao mesmo período do ano anterior, ambos em valor de vendas (ex-factory).

"Diante do momento atual de enfrentamento do coronavírus e a necessidade de reforço dos hábitos de higiene, a essencialidade destes produtos ficou ainda mais clara e, os consumidores inseriram tais itens no seu dia a dia, de maneira ainda mais forte", afirma João Carlos Basilio, presidente-executivo da ABIHPEC.

Outro fator do bom desempenho do mês de junho se deve ao segmento de Perfumaria, com uma alta de 20,7% em valor de vendas (ex-factory), devido às fortes promoções do varejo para o Dia dos Namorados. Entre os produtos diretamente relacionadas ao combate do coronavírus, segue em destaque o álcool em gel, que de janeiro a junho deste ano teve um crescimento de vendas de 2.066,6%.

Itens do segmento de Tissue apresentaram de 21,9% (valor de vendas ex-factory) na divisão. Toalhas de papel multiuso registraram um crescimento de 39,5%, lenços de papel de 75% e papel higiênico 20,5%, todos em valores de vendas (ex-factory). No segmento de higiene pessoal, destaque para o sabonete líquido, que apresentou crescimento de 18,2% (valor de vendas ex-factory).

O crescimento de 0,8% em faturamento do setor, entre janeiro e junho deste ano, reflete as mudanças de consumo ocorridas no intervalo de tempo em que a população já cumpria as orientações de isolamento social e ainda, o período mais crítico do ambiente de negócios até ao momento, ocorrido entre os meses de março e abril. Diante de tais dificuldades enfrentadas no período, o aumento consolidado neste 1º semestre é visto pelo setor de forma positiva.

Apesar das incertezas, as empresas do setor de HPPC esperam um melhor resultado no segundo semestre deste ano e estimam um crescimento de 1,1% para o fechamento de 2020, dados apurados no Simulador de Mercado da ABIHPEC, seguindo um ritmo de recuperação mais contido, diante do cenário desafiador, onde as empresas vêm revendo seus planos, constantemente. Muitas empresas estão adotando uma visão cautelosamente otimista para o consumo no Brasil e esperam que as vendas de produtos de higiene pessoal perfumaria e cosméticos (HPPC) sigam a tendência geral com taxas de crescimento para alguns produtos, sobretudo os de higiene para o enfrentamento da pandemia".

Em 2019, o setor de HPPC registrou um crescimento de 4,2%, atingindo um valor de vendas ex-factory de R? 55,7 bilhões, resultado positivo mesmo em meio à recessão econômica e a elevada tributação.

Recentemente a CNI - Confederação Nacional da Indústria - publicou os dados do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) para o mês de Julho. Os dados mostram um aumento do índice de confiança dos empresários industriais no segmento da indústria de transformação como um todo e, no ranking setorial, apresenta o setor de HPPC em primeiro lugar, com índice de 56,7 pontos.

Quando observados os dados do IBGE  - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - sobre o Desempenho da Atividade Econômica durante a pandemia para a Produção Industrial, a variação mensal em 2020 (dados dessazonalizados), a comparação de junho versus março, mostra uma queda de -13,5%. Já quando analisados os dados de Desempenho dos Setores Industriais no mesmo período, o que se observa para a fabricação de sabões, detergentes, produtos de limpeza, cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal, acumulou um resultado de queda de -0,7%, portanto, queda bem menos expressiva do que a constatada na produção industrial como um todo o que, novamente, reforça os sinais de recuperação do setor de HPPC.
"Este potencial poderia ser melhor aproveitado, caso tivéssemos um ambiente mais favorável para os negócios, e estímulos para ampliação da produção. Ao gerar oportunidades de emprego, por meio dos distintos canais de atuação, o setor proporciona um efeito multiplicador positivo; movendo a economia, promovendo o empreendedorismo e a competitividade, incentivando a profissionalização e gerando autoestima profissional", reforça Basilio da Silva.