23 de February de 2021 Responsabilidade Social

Embrapa e Grupo Boticário estudam algas como corante natural para a indústria cosmética


Uma cepa de microalga encontrada em cursos d’água localizados em área de preservação do bioma Cerrado no Distrito Federal se mostrou promissora para a indústria cosmética.
Rica em carotenóides, substâncias com ação antioxidante comprovada, a cepa de coloração verde pode ser usada para a produção de corantes naturais com aplicação em cosméticos e agradou aos pesquisadores do Grupo Boticário, parceiro na pesquisa realizada pela Embrapa Agroenergia (DF).

A seleção da cepa de microalga pela Embrapa foi feita após a análise minuciosa de microrganismos promissores, entre eles bactérias, leveduras, fungos filamentosos e microalgas.
“Há uma tendência forte na indústria mundial de cosméticos para a adoção de micro e macroalgas como fontes de corantes naturais”, explica a pesquisadora da Embrapa Patrícia Abrão Molinari, coordenadora do estudo e da equipe multidisciplinar envolvida na pesquisa, formada por biólogos, engenheiros, químicos e farmacêuticos.

As micro e macroalgas também são conhecidas por suas aplicações em alimentos e biocombustível. E como esses organismos são importantes fonte de vitaminas, minerais, antioxidantes e corantes naturais, despertou o interesse da empresa de cosméticos para a incorporação da biomassa de algas a fim de fornecer cor, textura melhorada e resistência à oxidação, afirma o documento Algae Cosmetics. (Agência Embrapa)

“A biodiversidade pode vir a redesenhar a indústria de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos. O conceito de ingredientes de beleza de origem natural está se expandindo e as marcas buscam promover a sustentabilidade por meio da incorporação de abordagens locais e de desenvolvimentos em biotecnologia”, aponta a pesquisa.

Com informações da Agência Embrapa e Diário do Comércio

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