27 de April de 2021 Nacional

Pesquisadoras da UFPB desenvolvem propriedades antienvelhecimento a partir do Cajá


Pela primeira vez, a polpa de cajá é aplicada em formulações cosméticas, sendo comprovados seus benefícios durante o uso na nossa pele, principalmente ao combater os efeitos do envelhecimento. Pesquisadoras da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) obtiveram a patente de uma composição cosmética e dermatológica, produzida a partir da polpa de cajá, que pode ser usada como creme hidratante corporal e facial.

O produto foi desenvolvido pela aluna de mestrado Letícia Marinelli Guedes, sob a orientação da Profa. Melânia Lopes Cornélio, no Laboratório de Tecnologia Cosmética, do campus I, em João Pessoa. O creme evita a perda de água transepidermal, preservando a função de barreira da pele. Além disso, aumentou a elasticidade e a firmeza, demonstrando efeito antienvelhecimento,” observa a professora.

“A pesquisa trouxe inovação para a área cosmética e possível empreendedorismo para nossa região”, disse Melânia Lopes ao site Paraiba Online.
A pesquisadora destacou que a preferência dos consumidores por produtos naturais está aumentando. “As indústrias de cosméticos passaram a investir em matérias-primas de origem vegetal, utilizando como ingredientes os óleos, extratos de plantas e superfrutos da nossa biodiversidade”.

Dados obtidos pela análise sensorial do estudo, os voluntários relataram que o creme possui boa espalhabilidade e fragrância agradável.

 A cajazeira ou Spondias monbin L pertence à família das Anacardiaceae que, no Brasil, é encontrada principalmente nos estados do Norte e Nordeste, onde seus frutos são conhecidos como cajá, cajá-mirim e taperebá.

De acordo com a pesquisadora as propriedades antioxidantes, assim como outros benefícios do fruto da cajazeira já eram conhecidos, porém não abordada a sua utilização em produtos cosméticos antiidade. As pesquisadoras da UFPB agora buscam parceria com empresas para que o desenvolvimento chegue aos consumidores.

Equipamentos de bioengenharia foram utilizados para a realização de estudo em cinética de hidratação durante semanas e em intervalos de horas preestabelecidos, que comprovaram os efeitos da ação do fruto.

Como reconhecimento do trabalho, a pesquisa foi aceita para apresentação no Congresso Latino Americano e Ibérico de Químicos Cosméticos (COLAMIQC-2021). O evento acontece de 10 a 12 de maio, de forma remota este ano também.

A tecnologia pode ser comercializada e disponibilizada por meio da Agência UFPB de Inovação Tecnológica (Inova-UFPB): (83) 3216-7558, inova@reitoria.ufpb.br.


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