14 de May de 2021 Pesquisa de Mercado

10 Principais Tendências Globais de Consumo 2021


A empresa de pesquisa de mercado global Euromonitor International revela as tendências que definirão o comportamento do consumidor e influenciarão as estratégias empresariais este ano em um novo relatório "10 Principais Tendências Globais de Consumo 2021". A pandemia da COVID-19 criou, influenciou ou acelerou cada tendência.
 Resiliência e adaptabilidade são os fatores mais determinantes nas principais tendências globais de consumo para 2021. Estas 10 tendências foram criadas, influenciadas ou aceleradas pela pandemia, mudando para sempre o comportamento dos consumidores. Apesar das dificuldades enfrentadas em 2020, os consumidores não desistiram. Eles continuam encontrando sua voz e se dedicando a construir um futuro melhor.

Gina Westbrook/Alison Angus 

Em 2021, os consumidores irão:


• Esperar iniciativas orientadas por propósitos que apoiem o tripé da sustentabilidade - pessoas, planeta e lucros (Reconstruir Melhor). Quase 70% dos profissionais esperam que os consumidores se preocupem mais com a sustentabilidade do que antes da COVID-19.


Para os consumidores, as empresas não deveriam focar apenas na receita, pois elas são mais do que organizações com fins lucrativos. A partir da COVID-19, aumentou a expectativa de que as empresas devem protegera saúde e os interesses da sociedade e do planeta, a fim de Reconstruir Melhor.

As empresas devem colaborar para a criação de um mundo mais sustentável, promovendo a mudança de uma economia baseada em volume para uma baseada em valor, contribuindo para a solução da desigualdade social e dos danos ambientais.

Usar menos plástico era a principal prioridade para os consumidores antes da COVID-19 e, logo em seguida, as mudanças climáticas. Durante a pandemia, a atenção do público se afastou das ameaças ambientais, que demoram mais a se concretizar, e se voltou para as prioridades sociais mais urgentes. Os consumidores passaram a esperar que as marcas protegessem a saúde e o bem-estar de seus colaboradores e ajudassem as comunidades locais.

A crise sanitária teve um profundo impacto sobre as necessidades e os hábitos de compra das pessoas. Um forte senso de responsabilidade social agora é uma demanda permanente dos consumidores para as marcas conquistarem a empatia deles. As empresas deixaram de priorizar os lucros para se concentrar nas pessoas, e as preocupações com o planeta ficaram de lado.

Os consumidores ficarão mais atentos às questões sociais e ambientais, recompensando as empresas que investirem seus lucros em ações positivas no pós-pandemia. Adotar iniciativas focadas na responsabilidade e no propósito é uma forma de Reconstruir Melhor e obter resultados positivos no tripé da sustentabilidade: pessoas, planeta e lucros.

As marcas que se dedicarem à reconstrução de um mundo mais verde e mais justo ganharão não apenas uma vantagem competitiva, mas também a licença social necessária, ou a confiança da sociedade, para operar. As empresas cada vez mais trocarão as estratégias centradas no lucro pela participação no movimento focado nos propósitos. Ao Reconstruir Melhor, a empresa desenvolverá sua resiliência, a reputação de marca e seu valor financeiro.


• Desejo por Conveniência

Os consumidores têm o Desejo por Conveniência do mundo pré-pandemia, pois sentem falta das comodidades que passavam despercebidas antes do abalo nos hábitos deles.
Há uma grande pressão para que as empresas adaptem rapidamente suas operações, desenvolvendo uma experiência do cliente mais resiliente enquanto preserva os níveis de conveniência. As empresas devem manter a agilidade e a continuidade da jornada de compra em todos os canais.

A COVID-19 reduziu o número de visitas por impulso, e elas agora são planejadas. Hoje, os consumidores têm que agendar atividades que antes realizavam espontaneamente, como visitas a lojas, eventos sociais e refeições em restaurantes. Eles têm o Desejo por Conveniência de antes e recorrem ao canal digital para obter o mesmo nível de flexibilidade.

A pandemia acelerou a adoção digital. O comércio digital oferece uma experiência completa sem a interação física à que os consumidores estão habituados. Porém, a aceitação varia com a faixa etária e as empresas devem considerar as diferentes noções de conveniência associadas a clientes de várias idades. 68% dos consumidores maiores de 60 anos preferem falar com representantes humanos. Os consumidores mais jovens preferem as interações digitais, enquanto os mais velhos costumam optar por falar com atendentes humanos.

Os consumidores sentem falta da conveniência de antes, quando podiam visitar lojas a qualquer momento, enquanto estavam realizando outras atividades.

A COVID-19 prejudicou as cadeias de suprimento, sobrecarregou o serviço de atendimento ao cliente e causou atrasos nas entregas. As empresas foram desafiadas a criar uma experiência mais resiliente para o cliente enquanto tentam preservar os níveis de conveniência da operação que os conquistou no passado. A garantia de disponibilidade dos produtos e serviços de assinatura pode minimizar ou eliminar o número de deslocamentos para as compras.
Novos métodos, como códigos QR sobre os marcadores de distanciamento social no chão, permitem que os consumidores consultem menus e pesquisem produtos enquanto esperam nas filas de entrada e de pagamento. O objetivo é reduzir os inconvenientes relacionados à COVID-19 e recuperar uma experiência de normalidade.

Estima-se que, como os gastos dos consumidores diminuirão, acompanhando a crise econômica, a conveniência terá um grande peso nas decisões de compra. Os consumidores
terão o Desejo por Conveniência e escolherão empresas que priorizem a segurança e minimizem as mudanças nas preferências e padrões de compra.
As empresas de alta qualidade que estão orientadas pelas relações de confiança podem testar as operações de autoatendimento, sem contato ou autônomas.
Elas podem economizar tempo, repor os estoques e efetuar entregas usando reservas, códigos QR e identificando períodos de alta e baixa demanda, entre outras iniciativas, sempre atendendo às novas rotinas de consumo. Produtos e serviços baseados em soluções impulsionarão a tendência do Desejo por Conveniência.


Reconectar-se com a natureza e buscar locais ao ar livre para o lazer e para socialização segura (Oásis ao Ar Livre).

Diante dos riscos sanitários, reuniões em espaços fechados, restrições de mobilidade e da disseminação do trabalho remoto, os consumidores procuram cada vez mais um Oásis ao Ar Livre para fins recreativos. Alguns já pensam em sair das cidades populosas para morar em zonas rurais.

As empresas adotaram medidas sanitárias estritas e começaram a realizar eventos ao ar livre para que os consumidores se sentissem mais seguros e à vontade fora de casa.
Os consumidores ainda querem se socializar e estabelecer laços, apesar dos riscos associados às aglomerações. O Oásis ao Ar Livre oferece uma mudança de cenário e um local para fazer conexões longe das multidões. Como o trabalho remoto está se transformando no novo normal, sair da cidade para passar um tempo no campo é uma ideia interessante. Os consumidores querem voltar às raízes, caso a tecnologia lhes permita manter contatos online e participar de experiências virtuais.

52% dos consumidores se deslocavam até o local de trabalho cinco dias por semana ou mais no início de 2020
64% dos profissionais acreditam que o home office será uma mudança permanente.

As empresas agora promovem atividades ao ar livre, como shows, feiras e óperas, para compensar a ausência de eventos fechados. Houve uma queda no uso de meios de transporte públicos e compartilhados, que deram lugar a práticas mais saudáveis, como caminhadas e ciclismo, e a adoção de scooters.
Ainda haverá incentivos para eventos em locais abertos e opções adequadas em espaços fechados. Praticar atividades ao ar livre continuará sendo positivo, especialmente devido aos seus efeitos terapêuticos sobre o bem-estar psicológico. As empresas poderão replicar suas unidades internas em espaços abertos construindo estruturas temporárias e aperfeiçoando sua infraestrutura.




• Usar ferramentas digitais para ficar conectado em casa e para facilitar procedimentos mais seguros nos estabelecimentos tradicionais (Realidade Figital).

Com as ferramentas digitais, os consumidores ficarão conectados em casa e voltarão com segurança para o mundo exterior quando as economias reabrirem. A Realidade Figital é um modelo híbrido formado pelos mundos físico e virtual, em que os consumidores podem viver, trabalhar, fazer compras e se divertir, fisicamente e online.

As empresas podem integrar processos virtuais nos espaços físicos para oferecer o conforto de uma visita aos consumidores que preferem ficar em casa. A oferta de experiências virtuais nos lares ainda é crucial para impulsionar as vendas online e a coleta de dados.

Os smartphones (*7% dos consumidores possuem um) facilitam a adoção de protocolos mais seguros nos espaços físicos. Enquanto isto, os consumidores estão passando mais tempo em casa e mantendo interações virtuais parecidas com as que ocorriam na realidade física. Eles agora dispõem de ferramentas digitais para realizar suas atividades dentro e fora de casa. Os consumidores, especialmente os grupos mais jovens, são indiferentes à escolha entre atividades físicas ou virtuais; eles já não distinguem uma da outra.

Empresas tradicionais estão adotando tecnologias de Realidade Figital, implementando processos que estimulam os clientes a visitarem o local com segurança, auxiliados por dispositivos inteligentes. Sistemas de reservas, códigos QR para menus, pagamentos sem contato e provadores virtuais são algumas das estratégias que as empresas vêm implementando para minimizar as interações humanas.

As empresas estão oferecendo novos produtos via delivery, bem como serviços virtuais que replicam experiências do mundo exterior. As marcas podem oferecer soluções novas e existentes, tanto de forma presencial quanto virtual, para chegar a um público maior, oferecendo serviços como agendamento de consultorias de compras por videoconferência, e uso de inteligência artificial (IA) na produção de cosméticos personalizados.

As empresas poderão desenvolver uma estratégia de Realidade Figital baseada em aplicativos que viabilizarão experiências virtuais no local físico e firmar parcerias com fornecedores de tecnologias para recriar a experiência da visita na casa do cliente.

As empresas que oferecerem experiências seguras e incríveis através de vários métodos e plataformas atrairão clientes fiéis. A integração da Realidade Figital continuará impulsionando as vendas e viabilizando a coleta de dados, tanto online quanto na loja física.


Ganhar nova flexibilidade, programando atividades em uma ordem não convencional para atender às demandas individuais de tempo (Otimizando o Tempo).

Hoje, os consumidores podem e precisam ser mais criativos com a distribuição do tempo para dar conta de tudo. As empresas devem propor soluções que atendam ao desejo do consumidor de otimizar seu tempo, oferecendo uma maior flexibilidade, especialmente com relação a produtos e serviços acessíveis a partir da casa do cliente ou nas proximidades.

A nova flexibilidade libera mais tempo para os consumidores, mas achar a melhor forma de usar este tempo pode ser complicado. A gestão da vida profissional, familiar, social e pessoal é um desafio e, por sua vez, uma oportunidade.

Com uma cultura de serviços disponíveis 24 horas, as empresas poderão personalizar e fornecer um atendimento compatível com as agendas dos consumidores. Serviços virtuais
disponíveis em tempo integral, como treinos sob demanda e entretenimento, oferecem experiências semelhantes que os consumidores podem vivenciar em suas casas, quando quiserem.

Os consumidores estão usando menos o transporte público, ficando restritos a um raio de 15 minutos a partir das suas casas, reduzindo a circulação de pessoas nos centros das cidades. Os estabelecimentos devem analisar a viabilidade de mudar de endereço para se manter visíveis. As empresas de varejo também estão repensando suas lojas físicas, aproveitando os espaços para atendimento de pedidos online ou retirada no local.

As empresas devem observar a forma como os clientes alocam seu tempo para posicionar melhor os produtos e serviços atuais e desenvolver novas soluções.Este novo mercado potencial, baseado na disponibilidade de mercadorias e serviços 24 horas por dia, pode ser lucrativo para as empresas.


• Desconfiar da mídia e dos governos, desafiando a desinformação e colocando suas necessidades em primeiro lugar (Inquietos e Rebeldes). Em 2020, 29% dos consumidores globais estavam ativamente envolvidos em questões políticas e sociais.

Preconceitos e desinformação estão causando uma crise de confiança. Depois de sofrer, dar prioridade a outras pessoas e quebrar a cara, estes entusiastas de si mesmos estão se rebelando e colocando suas necessidades e desejos em primeiro lugar.

As empresas podem realizar ações de marketing mais precisas nas redes sociais e no mundo dos games, dando voz aos consumidores e pressionando as plataformas a combaterem a desinformação.

Nos últimos anos, a classe governante se tornou alvo de ataques cada vez mais intensos em meio a uma onda crescente de ressentimento e extremismo. As teorias da conspiração pioram este quadro, um fator que provavelmente influenciou a baixa adesão às medidas de saúde pública.Há um ceticismo muito forte com relação aos governos e à política.Os jovens se sentem mais distantes do sistema e não acreditam na representatividade dos políticos.

As medidas adotadas para controlar a pandemia aumentaram o endividamento de famílias, governos e empresas. No entanto, após o fim do lockdown na China, os compradores correram para as lojas de grife; em um único dia, a marca francesa Hermès registrou US$ 2,7 milhões em vendas na cidade de Guangzhou.É a imersão no "consumo de vingança", fazendo compras extravagantes depois de ficarem confinados em casa por vários meses.

As empresas estão identificando oportunidades de crescimento em artigos de luxo acessíveis. Empresas e plataformas devem atuar juntas para viabilizar o compartilhamento de informações precisas e relevantes e, assim, evitar o risco de perder a confiança e a credibilidade dos consumidores.

Exigir serviços sem contato, padrões sanitários excepcionais e produtos que melhoram a higiene e a imunidade (Obsessão por Segurança).

A Obsessão por Segurança é o novo movimento pelo bem-estar. O medo do contágio e a circulação de informações sobre questões de saúde aumentam a demanda por produtos de higiene e estimulam os consumidores a buscarem soluções que não requerem contato físico a fim de evitar a exposição.

Qualquer ponto de contato em um local público pode se tornar uma fonte de infecção, um fato que destaca a importância crucial da segurança e da saúde para o mundo todo.Eficiência e limpeza já não são negociáveis, mas itens mandatórios para os consumidores que têm Obsessão por Segurança.

Hoje, lavar as mãos com mais frequência e usar máscara são hábitos normalizados na maior parte do mundo. Os questionamentos em torno da origem e da entrega dos produtos e serviços estão elevando. Os produtos de higiene são os itens mais beneficiados pela Obsessão por Segurança. Os fabricantes estão lançando produtos de valor agregado para acompanhar o aumento da conscientização em torno da saúde e atender aos novos padrões de higiene.

A COVID-19 estimulou inovações em que a desinfecção era uma característica essencial do produto, como o ar condicionado autoesterilizante. Segurança e saúde nortearão o comportamento dos consumidores. Em todos os setores, as empresas devem desenvolver iniciativas robustas de higiene para lidar com a crescente preocupação nesta área.
Estão em alta devido ao medo de lidar com dinheiro sujo. Além de evitar possíveis fontes de infecção, os consumidores querem aparelhos com desinfetantes e produtos de higiene, aumentando a demanda por sabonete líquido.

A sociedade já estava adotando métodos de pagamento sem dinheiro em espécie ou cartões tradicionais, e a pandemia acelerou esta transição. Vendas online e operações autônomas serão adotadas amplamente onde for possível minimizar as interações humanas desnecessárias.

As necessidades dos consumidores evoluirão da higiene básica para a saúde geral. À medida que os consumidores recorrem às suas necessidades, uma marca com uma imagem confiável e que transmita segurança será um ativo intangível para as empresas.

44% dos consumidores receberiam tranquilamente uma entrega realizada por um drone ou robô


Reavaliar as prioridades e identidades na busca de uma vida mais plena e uma melhor resiliência mental (Abalados e Reflexivos). A depressão e a saúde mental tiveram um impacto moderado ou severo em 73% da vida cotidiana dos consumidores no mundo todo no ano passado.

A pandemia global reformulou o cotidiano, testando a resiliência psicológica das pessoas, limitando suas experiências e provocando choques econômicos. Os consumidores agora têm uma nova compreensão sobre si mesmos e seu lugar no mundo na busca por uma vida mais plena, equilibrada e melhor. As empresas devem fornecer produtos e serviços que auxiliem na promoção da resiliência e do bem-estar psicológico e ajudem os consumidores Abalados e Reflexivos a lidarem com circunstâncias adversas e conquistarem autoconfiança.

A pandemia trouxe novos fatores de estresse, como riscos à saúde, desemprego, dificuldades econômicas, isolamento, alterações radicais nas rotinas e demandas por novas funções e habilidades.

Os consumidores estão Abalados e Reflexivos, reavaliando suas prioridades e identidades, reformulando o equilíbrio entre vida profissional e pessoal e explorando novos hobbies em um mundo caracterizado pelo distanciamento social. Seus novos hábitos de compra já não estão associados a novas experiências e ganhos de tempo, mas a investimentos em habilidades e produtos duráveis que desenvolvam sua resiliência.


Mente, Corpo e Orçamento em Equilíbrio


As rápidas mudanças que ocorreram em 2020 deixarão cicatrizes marcantes. Os consumidores continuarão preferindo soluções holísticas às específicas quando zelarem pela sua saúde mental. Haverá uma grande demanda por produtos e experiências baseadas em autoaperfeiçoamento, desenvolvimento de habilidades, equilíbrio e resiliência financeira mesmo com o fim da pandemia. As empresas devem comunicar como seus produtos atendem aos clientes em um mundo onde os consumidores dedicam cada vez mais tempo a si mesmos.

 
• Elaborar orçamentos com cautela e adquirir produtos e serviços de valor agregado e acessíveis (A Ordem é Pechinchar).


Os consumidores estão cautelosos e moderados. Os gastos com supérfluos estão diminuindo devido às incertezas no cenário econômico. A Ordem é Pechinchar e priorizar produtos e serviços de valor agregado e alinhados às medidas sanitárias vigentes.

As empresas devem fazer propostas de valor para o dinheiro, oferecendo opções acessíveis sem redução da qualidade. Os pacotes premium devem vir acompanhados de uma história que desperte empatia e tenha uma forte ligação com a saúde, o autocuidado e o bem-estar psicológico.
 
Com a queda na confiança dos consumidores e a insuficiência dos estímulos fiscais e financeiros, a Ordem é Pechinchar e os consumidores cortarão gastos criteriosamente e economizarão recursos para encarar o futuro incerto.

A insegurança financeira adiará as compras de alto valor e os produtos supérfluos serão os mais impactados pela pandemia. Os itens essenciais sofrerão menos. As elasticidades de preço nas categorias de produtos estão mudando à medida que os adeptos da tendência a Ordem é Pechinchar recorrem às marcas próprias em busca de valor pelo dinheiro. A COVID-19 estimulará as compras planejadas e intencionais, bem como o consumo racional e sustentável em todos os segmentos.

Os consumidores com consciência de valor estão movimentando a economia de compartilhamento e repensando aluguéis, revendas e negócios de remodelação com um marketing focado na acessibilidade e sustentabilidade. Comprar agora e pagar depois é uma opção positiva já que a Ordem é Pechinchar, pois permite que estes consumidores comprem pelo preço total e aumentem o tamanho da sua cesta.

Famílias com orçamentos limitados também se beneficiam de compras em lojas de descontos e modelos de assinatura flexíveis, que oferecem conveniência, acesso a produtos seguros e descontos. Marcas premium estão lançando produtos a preços mais acessíveis para atrair consumidores interessados neste aspecto e otimizar a competitividade do mercado. Em meio à pandemia, as marcas agora oferecem descontos em produtos supérfluos para atrair compradores moderados, elevando as margens de lucro no curto prazo.
As marcas devem encontrar soluções inovadoras para recuperar valor e otimizar a equação preço-valor. Conveniência, maior presença online, entregas rápidas e serviços complementares são opções ao alcance das empresas para atingir este resultado. Um plano promocional focado em insights e adaptado para a realidade local aumentará o retorno sobre o investimento.
 

Encontrar um novo equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, pois a colaboração remota redefine o ambiente de escritório tradicional (Novos Espaços de Trabalho). Mais da metade dos consumidores globais tinham, até então, uma fronteira rigorosa entre o trabalho ou a escola e a vida pessoal.

A expressão “fora do escritório” ganhou um novo significado em 2020. A tendência dos Novos Espaços de Trabalho teve um grande impacto na vida dos consumidores, influenciando vestuário, gastos com tecnologia, hábitos alimentares e muito mais. Os consumidores estão em busca de novas alternativas para definir o início e o fim da jornada de trabalho, à medida que tentam controlar o cronograma.

As empresas devem apoiar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, atender às necessidades de produtividade e de comunicação. Ao compreender os benefícios e desafios do trabalho remoto, as empresas podem incentivar as melhores práticas no home office.

Trabalhar em casa não é um conceito novo e já vem se consolidando nos países desenvolvidos. Em 2020, as medidas de distanciamento social levaram quase todos os consumidores a adotarem rapidamente o home office. Com a flexibilização das restrições, muitos voltaram para os locais de trabalho, mas com frequência reduzida; estima-se que daí surgirá um modelo misto. Por um lado, alguns consumidores apreciam o tempo que ganham com a eliminação dos deslocamentos. Mas outros sentem falta das interações com os colegas. É um desafio encarar condições de trabalho difíceis, administrar rotinas e achar motivação para produzir, relaxar e se desligar.

As empresas devem direcionar o foco para produtos e serviços que maximizem a eficiência e a produtividade sem esquecer o elemento humano. Ferramentas de IA podem otimizar colaborações, interações sociais e a gestão individual do tempo.

O foco das inovações tecnológicas está em facilitar a colaboração remota. A demanda por estabelecer conexões e recriar a rotina, como os drinques depois do expediente, vem promovendo o desenvolvimento de tecnologias voltadas para a socialização virtual entre colegas. O desafio de implementar operações totalmente remotas sem perda de produtividade resultará na popularização dos locais de trabalho híbridos.

Novos espaços de Trabalho

Encontrar o ponto de equilíbrio entre as prioridades profissionais e pessoais será fundamental, pois a eficiência da empresa e o bem-estar psicológico das pessoas dependem do sucesso destes Novos Espaços de Trabalho. As decisões de compra de roupas de trabalho e cuidados cosméticos serão mais baseadas na informalidade, mas os pacotes premium acessíveis orientarão as escolhas de alimentos e bebidas que recriarão em casa a experiência de comer em um restaurante.

As empresas devem oferecer produtos e serviços de valor agregado aos consumidores, bem como soluções multifuncionais e acessíveis. Lojas e restaurantes devem repensar seus espaços físicos, incorporando sistemas de pedidos online e áreas abertas para que os clientes possam voltar com segurança. As tecnologias e experiências virtuais viabilizam as interações com os clientes e facilitam conexões online e presenciais. Métodos de pagamentos sem dinheiro em espécie ou cartões tradicionais e serviços click-and-collect permitem que as empresas gerem receita e ofereçam segurança e conveniência aos consumidores. As empresas precisam ajustar suas estratégias considerando atividades remotas e consumidores se locomovendo menos.

Iniciativas focadas em responsabilidade e propósito mobilizarão os consumidores em 2021. Em meio às tensões sociais, os consumidores querem ter acesso aos fatos e esperam iniciativas das marcas neste sentido. Comunicação com empatia e apoio ao bem-estar psicológico das pessoas são essenciais para consolidar a fidelidade à marca.
Flexibilidade, agilidade, transparência e tecnologia abrirão o caminho. Diante de tantas incertezas pairando sobre o mundo, as empresas devem priorizar e reforçar as demandas dos consumidores, do meio ambiente e da segurança para promover um futuro melhor.  As rotinas simplificadas para cuidados de beleza, estéticos e vestuário estão forçando as empresas a repensarem o posicionamento dos seus produtos, pois, cada vez mais, os consumidores adotam looks casuais e maquiagem natural.

"O ano de 2021 será importante", diz Alison Angus, head de Lifestyles da Euromonitor International. "A adaptação de estratégias a estas tendências emergentes de consumo capacitará as empresas a enfrentarem as adversidades inesperadas e superarem as adversidades".

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