Regulação, Segurança e Qualidade

Anvisa apreende maquiagem capilar Suake e Bottox Amazon Therapy: veja o que fazer

A Anvisa determinou a apreensão da maquiagem capilar Suake e do Bottox Amazon Therapy Natuvegan. Veja o que foi informado e como consultar cosméticos.

por carloscosmeticosbr 3 min de leitura

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de produtos cosméticos irregulares citados em comunicado publicado em 23 de junho de 2026. Entre eles estão a “Sombra disfarça falhas/Maquiagem capilar para retocar raiz”, da marca Suake, e os produtos Bottox Amazon Therapy Natuvegan.

Para a maquiagem capilar Suake, a agência informou que não havia registro e que o produto era fabricado por empresa sem autorização de funcionamento. No caso do Bottox Amazon Therapy Natuvegan, a Anvisa afirmou que não havia registro ou notificação e que os dados cadastrais de outra empresa foram usados indevidamente. A medida proibiu comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e uso.

Pote de maquiagem capilar fotografado em comunicado sobre apreensão de cosméticos irregulares
Imagem divulgada pela Anvisa em notícia sobre cosméticos irregulares.

Quais produtos foram citados?

  • Suake — Sombra disfarça falhas/Maquiagem capilar para retocar raiz: a Anvisa informou ausência de registro e fabricação por empresa sem autorização de funcionamento.
  • Bottox Amazon Therapy Natuvegan: segundo a agência, não tinha registro ou notificação e era vendido por empresa que usava indevidamente os dados cadastrais de outra empresa.

O que fazer se você comprou um dos produtos?

A orientação mais prudente é interromper o uso e não repassar o produto. Guarde a embalagem, o comprovante de compra, o anúncio e as mensagens trocadas com o vendedor. Esses registros ajudam a identificar o item e a documentar uma eventual reclamação ao canal de venda ou aos órgãos de defesa do consumidor.

A Anvisa não informou, nesse comunicado, composição, lote específico ou procedimento de reembolso. Por isso, não é correto prometer devolução automática nem atribuir sintomas ao produto sem avaliação adequada. Se houve uma reação após o uso, procure atendimento de saúde e leve a embalagem; a relação entre o produto e o sintoma precisa ser avaliada caso a caso.

Tubo de máscara de cílios aberto com aplicador ao lado
Embalagem e aplicador de um cosmético para a região dos olhos; imagem contextual. Foto: Jorge Barrios/Wikimedia Commons.

Como consultar um cosmético antes de comprar

A própria Anvisa orienta que a consulta pode ser feita pelo nome ou marca do produto, CNPJ da empresa, número de registro ou número do processo. Essas informações devem estar disponíveis na embalagem ou no rótulo. O resultado da consulta mostra a situação do produto; procure a página oficial e não confie apenas em imagens ou descrições de marketplaces.

Nem todo cosmético precisa de registro prévio. A Anvisa separa produtos registrados daqueles isentos de registro, que passam por notificação. Isso não elimina a necessidade de conferir a regularização: a categoria correta de consulta depende do tipo de produto e da informação disponível no rótulo.

O que a medida não permite concluir

A decisão sanitária alcança os produtos e as condutas descritas no comunicado oficial. Ela não permite concluir, sem fonte específica, que todos os itens da marca sejam irregulares, que a fórmula contenha determinado ingrediente ou que qualquer pessoa que tenha usado o produto terá um problema de saúde. A avaliação deve ficar restrita ao que a Anvisa efetivamente informou.

Fontes oficiais